Ricardo Borges Martins

Doo para o #EuVotoDistrital, um movimento apartidário que conta com o apoio de mais de 170 mil pessoas em defesa de uma reforma do sistema eleitoral brasileiro. Seu principal impacto é de longo prazo: a mudança de sistema eleitoral deve oferecer mais conhecimento e clareza ao eleitor brasileiro principalmente na hora de fiscalizar e cobrar de seus representantes no legislativo. Para quem quiser saber mais sobre ele, é só dar uma olhada no vídeo de dois minutos no site.

Não sei bem o que sinto ao doar, acredito que seja uma certa indignação mesmo. Sinto que existe um enorme potencial desperdiçado na sociedade civil. Acredito que já passamos da fase de esperar soluções e respostas do governo, Vivemos uma geração mais preocupada com questões sociais e políticas, que está não apenas conversando sobre o tema, mas de fato agindo para transformar. Mas essa nova geração (não falo apenas dos jovens) ainda não percebeu que o apoio a atividades da sociedade civil precisa passar necessariamente pelo bolso. Sem recursos, a médio prazo, não há talento que consiga se manter dedicado a uma causa. Não há quem possa se dedicar integralmente a um projeto, movimento ou organização que não precise pagar suas contas no fim do mês.

Falamos muito de negócios sociais e na perspectiva de encontrar soluções de mercado para problemas sociais; no entanto, determinadas questões não se aplicam à lógica de mercado. Organizações Sociais não são apenas prestadoras de serviço, elas não estão lá para agir na brecha do Estado, nem mesmo para inovar e testar quando o Estado não pode; as organizações da sociedade civil são o coração e a alma da democracia. As instituições políticas de representação são apenas uma ferramenta dessa sociedade. O terceiro setor, em seu papel de advocacy, sempre vai precisar de investimentos que contrariem a racionalidade do consumidor, por isso sempre precisará de doações. 

Eu sou Ricardo Borges Martins, coordenador desta campanha e de outros movimentos como o Bom Senso F.C. e o próprio #EuVotoDistrital

Doar é entender a cidadania como gesto voluntário e não como uma imposição externa. 

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