Renata Brunetti

Meu envolvimento com organizações da sociedade civil começou na minha adolescência quando era voluntária em eventos e passeios em datas comemorativos na Unibes e se estende até os dias de hoje, quando acompanhada de minha família, me envolvo de diferentes formas com várias outras organizações.

Em 1996 comecei a atuar profissionalmente com essas organizações como consultora, professora e voluntária em captação de recursos remunerada e voluntária. Junto com minha família começamos a fazer doações mais sistemática e mais recentemente investimento de impacto.

Sempre me preocupei em encontrar formas de trazer importantes “valores” para minha família. Desde que meus filhos são pequenos, foram estimulados a conviver e colaborar com as pessoas que não tinham as mesmas facilidades que eles. Eles começaram se envolvendo em festas de Natal em creches e asilos, com 6 e 10 anos conheceram e viraram doadores dos Doutores da Alegria, aos 11 e 15 anos viraram doadores da Ashoka via Organização Vaga Lume (esse caso foi bem interessante, pois eles escolheram a Vaga Lume, pois a empreendedora tinha estudado na mesma escola deles), na mesma época meus filhos escolheram um asilo em Itu para apoiarmos sistematicamente e até hoje comemoramos o Natal com eles num almoço dia 24/12. Hoje, sinto meus filhos adultos e comprometidos com um mundo melhor, mais justo.

Sou uma pessoa que desde minha adolescência me preocupo com as diferenças de oportunidades que as pessoas tem. Nunca entendi por que algumas pessoas têm tanto recurso e outras tão pouco. Como eu sempre estive no lugar dessas pessoas que têm bastante recurso, me interessei em procurará formas de levar um pouco disso para aqueles que não tinham tanto. Para minha surpresa, ao me doar ou doar alguma coisa fui percebendo que quem mais saia lucrando era eu mesma, que satisfação eu sentia, que sensação de plenitude, que sentido a vida passou a ter pra mim.

E foi movida por essa satisfação em dedicar-se ao outro que criei meus filhos e que hoje dedico meus dias. Para mim essa satisfação é tão grande que busquei motivar todos a minha volta a fazerem o mesmo, pois acredito que falta de recursos financeiros não impedem uma pessoa de se doar. 

Para mim doar ou me doar é um presente, é a oportunidade que tenho de me envolver e participar de causas realmente relevantes. É o que dá sentido a minha vida.  

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