Alexander Gaguine

Quando eu tinha 44 anos, eu poderia ter recebido uma herança considerável. Ao invés disso, convenci meu pai a mudar seus planos imobiliários, de modo que quase todo o dinheiro foi diretamente doado a uma fundação de caridade.

Nos anos anteriores e posteriores a morte de meu pai, eu aproveitei o desafio e a satisfação de ver aquele dinheiro apoiar mudanças positivas no mundo. Foram anos de muitas conversas com excelentes advogados para convencer meu pai de que aquilo foi uma possibilidade aceitável para investir o dinheiro que ele ganhou trabalhando tão duro. Meu pai foi um advogado de sucesso em Washington e um competente investidor imobiliário, cujas crenças em relação a dinheiro foram formadas dolorosamente em função da Crise de 29 e a segunda Guerra mundial.

Nenhuma quantia de dinheiro poderia ser grande demais para proteger sua família de possíveis desastres. Meu irmão e eu pensamos de forma diferente. Nós dois – assim como nossos filhos – já tinhamos recursos mais do que suficiente, vindo dos meus pais. Talvez nós nos sentiamos seguros porque crescemos em uma outra época. Eu certamente fui moldado pelo meu trabalho como um ativista anti Guerra, e então como um guia de rafting e ativista ambiental. Eu fui introduzido à filantropia através de um grupo de apoio a patrimônios herdados de uma fundação comunitária. Eu sabia que eu e minha família já tinhamos muito, e o que aquele dinheiro adicional poderia fazer no mundo.

Eu queria ajudar a distribuir eficientemente todo aquele dinheiro. Então convidei muitos ativistas locais para se juntarem a mim. Esses foram escolhidos por sua inteligência, integridade e experiência nas áreas que eu queria financiar. Eu sustentei a fundação durante os primeiros anos, e então contratei, por 10 horas semanais, um gerente comprometido e inteligente, o que foi uma grande ajuda!

Em parceria com a Fund For Nonviolence, a Appleton, fundação que fundamos, apoiou movimentos de justiça social não violentos nos EUA e na América Latina. Nosso outro principal interesse (e a área do meu maior envolvimento) é a regressão dos esforços para modificar geneticamente a humanidade. Pelos últimos 11 anos nós temos sido os principais doadores para o Center for Genetics and Society, o qual lidera a campanha para garantir que tenhamos um futuro verdadeiramente humano, sem clones humanos ou bebes geneticamente projetados.

A Appleton permitiu cuidadosamente que pessoas inteligentes e preocupadas fizessem um ótimo trabalho e começassem a construir um movimento sobre um assunto que eu acredito ser de extrema importância. Para começar a pensar humanamente em um nível genético, imaginar que nós podemos “programar” pessoas (e o resto da natureza!) para que esses sejam melhores do que são agora, é descomedido e pura insanidade.

Eu amo correr, caminhar e nadar nos campos, florestas, rios e mares do nosso planeta, e aproveito a beleza dos meus semelhantes humanos, animais e vegetais. Eu espero que eu tenha passado todos esses valores para os meus filhos de 10 anos de idade. Eu penso que as gerações atuais são muito sortudas por não terem seus corações, mentes e corpos geneticamente adulterados, e as gerações futuras merecem o mesmo.

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