Brickson Diamond

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Eu foquei as minhas doações em organizações que se esforçavam para aumentar o acesso, ou seja, organizações que abrem espaço em posições de poder para pessoas vindas de comunidades tradicionalmente excluídas. Sendo um gay, negro que cresceu em Atlanta, Georgia durante o segundo renascimento negro na cidade. Eu tenho tido o privilégio do acesso dentro e fora da comunidade. Isso me tornou quem eu sou. Eu trabalho para que outros possam fazer o mesmo.

Eu não herdei dinheiro, então todas as minhas doações vem da minha própria renda. No entanto, eu herdei o grande comprometimento em doar. Minhas primeiras experiências doando vieram da igreja. Eu lembro claramente de colocar dinheiro no prato de coletas e viver ao lado das pessoas que se beneficiavam dessas doações.

Minha família era bem ativa na igreja, então era claro para mim que doar também era oferecer o seu tempo, não só dinheiro. Meus padrinhos Rev. Ralph e Juanita Albernathy, eram modelos realmente incríveis. Meu tio Ralph era líder do movimento de direitos civis, concorreu a um cargo público e ministrava diariamente para a sua congregação. Ele deixou bem claro para mim que devolver para minha comunidade não era opcional. Com o passar dos anos eu esculpi o meu próprio senso de comunidade e refinei a forma como doava. Comecei com uma outra herança que herdei da minha família: educação. Meu avô se formou na faculdade em 1899 e minha avô completou seu trabalho de graduação em farmácia em 1922. Ambos foram conquistas significativas para Afro-Americanos naquela época. Meus pais levaram a tradição ainda mais a serio. Minha mãe realizou um mestrado na Universidade de Columbia e meu pai tem Ph.D. pela Universidade de Boston. Não preciso nem dizer que as expectativas na área de educação foram estabelecidas bem cedo e eram bem altas. Eu felizmente estudei na Universidade Brown e depois fiz administração em Harvard.

Eu sempre tive a habilidade de me conectar com as pessoas. Através das minhas experiências em Brown e Harvard, eu descobri o campo de administração de investimentos. Eu me dei conta que aquilo poderia ser abordado como uma forma de ajudar as pessoas com muitos recursos a alinhar seus valores e seu dinheiro, e aquilo casava perfeitamente com as minhas habilidades. Como um gesto de bens, eu me esforço para construir a riqueza a fim de levantar os outros. Eu queria viver bem e ter certeza de que outras pessoas também viveriam.

Minhas doações vêm das lições que aprendi quando criança: quando eu estou envolvido com um projeto, eu doo tanto tempo quanto dinheiro. Eu doo intensamente à minha comunidade. No entanto meu contexto de doação é muito diferente agora do que na minha infância. Eu moro em Los Angeles, não sou um grande frequentador da igreja, e minha visão é definitivamente global. Essa é uma segunda chance em Los Angeles para mim. Eu a chamo ‘a casa da cidade dos anjos’ logo após a faculdade. Eu voltei seis anos após a minha primeira chegada e estava ansioso para participar de uma forma mais significativa e estratégica. Todos para quem eu perguntei sobre como entender e causar impacto em L.A me apontaram para a Liberty Hill Foudation. A qual tem sido um ótimo lugar para se conectar. Eu fui inicialmente levado a eles pelo seu enorme apoio a comunidade gay, focados no trabalho de advocacia e sua ênfase em organizações populares. Meu envolvimento com a Liberty Hill como doador e parte do seu conselho tem me conectado a pessoas e comunidades por Los Angeles que eu nunca teria conhecido ou chegado de outra forma. Uma das comunidades que Liberty Hill me levou foi OutFest: The LA Gay and Lesbian Film Festival. Meu interesse em filme está enraizado ao meu compromisso com o acesso. Pessoalmente eu encarei decisões sobre a minha sexualidade, eu encontrei a confirmação no cinema gay. Eu me dei conta de quão critico era para mim que esses produtores de cinema que são gays tivessem a oportunidade de colocar suas histórias para o mundo ver. Como se via, a OutFest era uma porta de entrada nos festivais para mim. Eu finalmente encontrei o caminho para Sundance Film Festival. Lá estava eu, petrificado pelo poder dos filmes, as histórias que contavam, e o impacto que eles poderiam ter pelo buchicho do festival em si. The Queer Lounge at Sundance estava aumentando ativamente a entrada de cineastas gays. Eu pensei “ Por que não criar a mesma oportunidade para cineastas negros?” Então junto com um grupo veterano apaixonado por essa indústria eu fundei The Blackhouse Foundation. Nossa missão era aumentar o acesso na indústria do cinema para cineastas negros. Ser o cabeça de uma fundação é muito diferente de ser um doador. Pode ser um pouco demais mas eu faço com que funcione.

Eu continuo o meu envolvimento com a Liberty Hill, e penso nas minhas doações locais como o solo e a raiz de todas as minhas outras doações. Assim como o tio Ralph ministrava diariamente a sua congregação, eu sei que é indispensável para mim me manter conectado ao que acontece na minha comunidade. No final é tudo sobre o acesso. Se eu posso fazer minha parte para fornecer melhor acesso a alguém na minha comunidade e também ferramentas que eles precisam para ter um impacto a longo prazo, ou para um cineasta negro que pode ampliar o público em que nossas histórias chegam, então eu vou estar vivendo o meu propósito. Eu vou estar ajudando as pessoas a alinharem seus valores com o seus melhores dons.

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